Nas importações brasileiras, a grande maioria dos atrasos não é causada pela carga em si, mas por documentos que não conferem com a declaração. Quatro categorias respondem pela maior parte dos casos que atendemos.
1. Invoice comercial e packing list não conciliam
Descrição, quantidade e preço unitário na invoice devem ser dedutíveis da contagem de volumes, do peso bruto e do peso líquido no packing list. Um erro frequente é precificar por "conjunto" na invoice enquanto se conta por "peça" no packing list, sem nota de conversão — o que impede a Receita Federal de estabelecer a correspondência.
2. Código NCM e descrição da mercadoria não são suficientemente específicos
O Brasil utiliza a nomenclatura NCM. Descrições genéricas demais — "produtos de aço" e nada além disso — levam à revisão manual. Recomendamos informar material, especificação e aplicação final em conjunto.
3. Certificado de origem em conflito com o conhecimento de embarque
A divergência entre o exportador indicado no certificado de origem e o consignatário ou exportador indicado no conhecimento de embarque (B/L) é uma causa de alta frequência para a rejeição do tratamento tarifário preferencial. Confira três campos antes da emissão: exportador, consignatário e descrição da mercadoria.
4. Ausência de marcação de fumigação na embalagem de madeira
Quando se usam pallets ou caixotes de madeira, a marcação IPPC e o certificado de fumigação precisam ser rastreáveis junto ao embarque. Sem eles, todo o lote espera no terminal e as despesas se acumulam diariamente.
Tudo isso pode ser eliminado com uma única revisão documental pré-embarque. Fazemos essa checagem em cada embarque antes da declaração, e é a principal razão pela qual nossos prazos de desembaraço se mantêm estáveis.