Equipamentos petroquímicos têm preço unitário alto e ciclo de retrabalho longo. Um problema encontrado no porto de destino custa muito mais do que um problema detectado na fábrica, por isso a inspeção pré-embarque deve focar na correspondência entre documentos e mercadoria física.
1. Certificados de material e rastreabilidade do número de corrida
O número de corrida (heat number) indicado no certificado de qualidade do material (MTC) precisa ser localizável na marcação física da peça. Se não for localizável, o certificado não serve para nada.
2. Registros de teste de pressão
Valor de pressão, tempo de estabilização e meio de teste, tanto para o teste de corpo quanto para o de sede, devem ser registrados e assinados pelo inspetor.
3. Verificação de dimensões e interfaces
Diâmetro de flange, classe de pressão e tipo de face de vedação conferidos item a item contra os desenhos. É o ponto de falha mais comum, porque as fábricas substituem componentes a partir do estoque.
4. Placa de identificação e marcação
O conteúdo da placa de identificação deve ser coerente entre o pedido, o desenho e o certificado de material, e a marcação precisa resistir ao transporte e à armazenagem ao ar livre.
5. Preparação de superfície e pintura
Conferir grau de jateamento, número de demãos e espessura de película seca conforme o padrão acordado, e arquivar os registros do medidor de espessura.
6. Embalagem e fixação
Verificar resistência do caixote, proteção contra umidade e amarração em relação ao centro de gravidade — especialmente o risco de transporte criado por itens pesados descentralizados.
Depois de definir o tamanho da amostra conforme os padrões AQL, execute os seis itens um a um e mantenha o registro fotográfico. O relatório segue junto com o embarque, para ser conferido diretamente no porto de destino.