Para a mesma categoria e o mesmo embarque saindo da China com destino ao Brasil, o custo final pode variar vários pontos percentuais. A variação não vem da tabela tarifária — vem de três escolhas estruturais.
1. Completude do pedido de restituição de impostos na exportação
Se a restituição chega integralmente depende de quão bem conciliam as notas de insumos, a declaração aduaneira e o comprovante de entrada de divisas. A divergência entre a base do pedido e a base da declaração é a principal razão de atrasos na restituição.
2. Como os Incoterms moldam a base tributária
FOB, CIF e DDP correspondem a bases tributárias diferentes e a partes diferentes assumindo o risco. O Incoterm determina se o frete e o seguro entram na base tributária do país importador e quem carrega o risco do desembaraço. A escolha correta segue o enquadramento tributário e a estrutura de financiamento do comprador, não o hábito do setor.
3. Rota de liquidação e custo de câmbio
A rota de liquidação transfronteiriça afeta duas coisas: o prazo para receber e o custo de conversão de moeda. Em pedidos com prazo longo de pagamento, desenhar a rota costuma valer mais do que negociar taxas.
As três variáveis devem ser lidas em conjunto. Otimizar uma isoladamente tende a devolver o ganho em outro ponto. Na fase de proposta, modelamos as três em uma única planilha e recomendamos uma combinação.